DENÚNCIA EM NINA RODRIGUES: SECRETÁRIO DE FINANÇAS É ACUSADO DE EMITIR ATESTADO FALSIFICADO.

                                                                                                                                                   
Uma grave denúncia veio à tona em Nina Rodrigues (MA) envolvendo o secretário municipal de Finanças, Carlos Augusto Campos Gama. De acordo com informações recebidas, o gestor teria emitido um atestado de capacidade técnica falsificado em favor da empresa Raimundo Francivaldo Corrêa do Lago, inscrita no CNPJ 58.839.486/0001-36.
                                                                                                                                                             
A irregularidade fica evidente ao se analisar os documentos: a empresa, localizada na Rua 13 de Dezembro, no Centro de Nina Rodrigues, foi aberta oficialmente em 14 de janeiro de 2025, conforme consta no cartão CNPJ. No entanto, o atestado emitido pelo secretário menciona a prestação de serviços em 30 de outubro de 2024, ou seja, antes mesmo da abertura formal da empresa, o que reforça a suspeita de falsificação.
                                                                                                                                             
Segundo a denúncia, o fato demonstra que o atestado é inválido e compromete a legalidade do contrato firmado. Diante disso, a recomendação é que o contrato seja cancelado imediatamente e que os prejuízos aos cofres públicos sejam ressarcidos.
                                                                                                                                             
                                                                                                                                             
Órgãos de controle já foram notificados e a Promotoria de Justiça de Vargem Grande deve instaurar investigação para apurar a conduta do secretário Carlos Augusto, que também integrava a gestão anterior do município. A denúncia aponta ainda que esse caso pode ser apenas a “ponta do tsunami de uma onda das irregularidades….” das possíveis irregularidades atribuídas ao prefeito Jones Braga.
O caso gera grande repercussão política e jurídica em Nina Rodrigues e deve mobilizar a atenção do Ministério Público e demais autoridades fiscalizadoras sendo a principal Câmara Municipal de vereadores.

NINA RODRIGUES: CONTRATOS DE MAIS DE R$ 13 MILHÕES ENTRE POSTO LAURA E PREFEITURA LEVANTAM SUSPEITAS

                                                                    Ministério Público e Polícia Federal podem ser acionados para investigar negócios milionários da gestão municipal
                                                                                                                                   
O Posto Laura, localizado em Nina Rodrigues, acumula contratos que ultrapassam R$ 13 milhões em apenas cinco anos de relação com a Prefeitura. Apesar dos números expressivos, o estabelecimento exibe uma movimentação quase nula de clientes, aparência de abandono e forte contraste com seus concorrentes locais — o que desperta ainda mais suspeitas.
                                                                                                                                 

Pequena empresa, grandes contratos

Somente em 2025, primeiro ano da gestão do prefeito Jones Braga, o Posto Laura recebeu R$ 4,7 milhões em contratos, tornando-se o único fornecedor de combustível do governo municipal.
A LIGAÇÃO POLÍTICA
O atual responsável pela empresa é Rodrigo Moreira Rodrigues, o Rodriguinho, filho do ex-prefeito Rodrigues da Iara, que deixou o cargo em dezembro de 2024, passando o comando da prefeitura ao aliado Jones Braga.
Antes disso, até o fim de 2024, quem assinava os contratos era Tiago Robson de Carvalho Lima, apontado como suposto “testa de ferro” do ex-prefeito. Tiago chegou a ter mandado de prisão decretado na Operação Maat, deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Maranhão, que investigava fraudes em contratos públicos. Ele é acusado de utilizar empresas fantasmas para desviar recursos e continua foragido.
                                                                                                                                     

TIAGO

                                                                                                                                        Fornecimento de combustível… e até ar condicionado
Levantamento feito no Diário Oficial Eletrônico de Nina Rodrigues mostra que, em 2021, o Posto Laura iniciou sua relação contratual com a Prefeitura com um contrato de R$ 552 mil junto à Secretaria de Saúde. No entanto, já em 2022 os valores subiram consideravelmente: foram mais de R$ 2,5 milhões em contratos.
Entre eles, chamam atenção dois acordos inusitados:
R$ 1,08 milhão com a Secretaria de Saúde, para fornecimento de ar condicionados;
R$ 375 mil com a Secretaria de Assistência Social, também para fornecimento de ar condicionados.
Ou seja, um posto de combustível vendendo equipamentos eletrônicos à Prefeitura.
Coincidência ou não, na época a Secretaria de Saúde era chefiada por Jorge Fonseca Neto, primo do então prefeito, enquanto a Assistência Social estava sob comando de Bianca Torres, esposa de Rodrigues da Iara.
                                                                                                                               
                                                                                                                                           Escândalos na saúde e suspeitas de desvio
O secretário Jorge Neto permaneceu à frente da Saúde até 2024. Nesse período, a pasta esteve no centro de denúncias de desvio de recursos da Covid-19, investigadas pelo Ministério Público Federal, que apura a aplicação irregular de R$ 1,5 milhão apenas em Nina Rodrigues.
Outro nome ligado ao caso é Fagner Augusto Morais, amigo próximo e cunhado do ex-prefeito. Fagner acumulava cargos na Secretaria de Infraestrutura e, simultaneamente, atuava como gerente da empresa de Rodrigues da Iara. Foi ele quem assinou como fiscal dos contratos celebrados com o Posto Laura, responsável inclusive por controlar o abastecimento de combustíveis.
NECESSIDADE DE INVESTIGAÇÃO
O conjunto de indícios — contratos milionários com uma empresa de baixa movimentação, mudanças suspeitas de proprietários, fornecimento de itens estranhos ao ramo, parentes em cargos estratégicos e envolvidos já citados em operações policiais — levanta sérias dúvidas sobre a lisura dos negócios.
Especialistas apontam que o caso exige investigação urgente por parte do Ministério Público Estadual e Federal, TCE, CGU e Polícia Federal, a fim de verificar a capacidade operacional do Posto Laura e a legalidade dos contratos que, somados, ultrapassam R$ 13 milhões.

NINA RODRIGUES: CONTRATOS DE MAIS DE R$ 13 MILHÕES ENTRE POSTO LAURA E PREFEITURA LEVANTAM SUSPEITAS DE IRREGULARIDADES

Ministério Público e Polícia Federal podem ser acionados para investigar negócios milionários da gestão municipal

A dupla Jones Braga & Rodrigues da Iara

 O histórico da relação entre o Posto Luara e a Prefeitura de Nina Rodrigues não tem cinco anos, mas já acumula contratos no valor total de mais de R$ 13 milhões em fornecimento de combustível e até de ar condicionado.

                                                                                                                                                                            Posto Laura

                                                                                                                                                        Pequena empresa, grandes contratos

Com um movimento diário de consumidores extremamente reduzido, o Posto Laura tem uma aparência de abandono. E enquanto aparenta falência, ver o seu concorrente acumular filas para abastecimento de motocicletas e veículos. Não se sabe qual a razão, se é por falta de combustível ou pela falta de qualidade do produto, já que falta de demanda de consumo não é, pois Nina Rodrigues dispõe de uma grande frota. O certo é que essa aparência contrasta com os milionários contratos celebrados com a Prefeitura de Nina Rodrigues neste primeiro ano do governo do Prefeito Jones Braga no valor de R$ 4 milhões e setecentos mil, sendo o único fornecedor de combustível do governo local.

É natural que nessas circunstâncias o alto valor dos contratos celebrados com a prefeitura desperte à atenção e levante suspeitas sobre a integridade, a probidade e a idoneidade de tais contratos. As muitas “coincidências” também alimentam as suspeitas.

“Coincidentemente”, o Posto Laura pertence atualmente a Rodrigo Moreira Rodrigues (Rodriguinho como é conhecido), que assina os contatos em nome da empresa. Rodriguinho é filho do ex-prefeito Rodrigues da Iara, que deixou a Prefeitura no final de 2024 e passou as chaves para o seu sucessor e aliado Jones Braga. Até o final do ano passado o Posto Laura “pertencia” a Tiago Robson de Carvalho Lima, assinante dos contratos entre 2021 e 2024. Tudo indica que Tiago era apenas um “testa de ferro” ou “laranja” do então Prefeito Rodrigues da Iara, verdadeiro dono do Posto Laura.

                                   Posto forneceu ar condicionado também

Verificando o Diário Oficial Eletrônico da Prefeitura Municipal de Nina Rodrigues (disponível em diariooficial.ninarodrigues.ma.gov.br/dom/todasPublicacoes/) é possível constatar o histórico e a evolução dos contratos celebrados entre o Posto Laura e a Prefeitura de Nina Rodrigues desde 2021 (primeiro ano do segundo mandato do prefeito Rodrigues da Iara) até este ano de 2025 (primeiro ano do governo Jones Braga).

No ano de 2021 foi celebrado apenas um modesto contrato com a secretaria de Saúde no valor de R$ 552.150,00 acrescido de um aditivo de 25% sobre este valor. Já no ano seguinte, os contratos tiveram um aumento bastante expressivo, chegando a R$ 2 milhões e quinhentos mil.  Um destes contratos, celebrado com a Secretaria de Saúde no valor de R$ 1 milhão e oitenta mil, e outro celebrado com a Secretaria de Assistência Social no valor de R$ 375 mil tinham como finalidade o fornecimento de ar condicionado, e não combustível, embora seja um posto de combustível. Muito estranho. “Coincidentemente”, o secretário de Saúde era o primo do prefeito, Jorge Fonseca Neto e a secretária de Assistência Social era a própria esposa do prefeito, Bianca Torres. Nos anos seguintes os valores dos contratos com o Posto Laura só foram aumentando, alcançando o total de R$ 3 milhões em 2024, último ano de manado do prefeito Rodrigues. E já no primeiro ano do governo Jones Braga este valor subiu para R$ 4 milhões e setecentos mil. Um crescimento muito robusto.

                                                                                                                                               Secretário de Saúde Jorge Neto e Fagner Augusto

A partir do ano de 2021 o secretário de Saúde era o primo do prefeito, Jorge Fonseca Neto, que assinou os contratos. Ele ficou no cargo até o final do mandato em 2024. Durante este período a saúde foi muito criticada e a Secretaria de Saúde esteve no centro de um grande escândalo de desvio de recursos da Covid 19 envolvendo várias prefeituras do Maranhão e denunciado nacionalmente pela imprensa. Por conta disso o Ministério Público Federal abriu investigação para apurar o desvio de R$ 1,5 milhão somente no Município de Nina Rodrigues.

                                                                                                                                                                                      Tiago

Até o ano de 2024 o Posto Laura estava em nome de Tiago Robison de Carvalho Lima. Ele teve mandado de prisão decretado em dezembro de 2023 no âmbito da operação Maat, deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão e a Polícia Civil do Maranhão na qual foram presos os ex-prefeitos de Cantanhede, Matões do Norte e Pirapemas. Um inquérito instaurado pela Promotoria da Comarca de Cantanhede investigou fraudes em contratos públicos no valor total de R$1 milhão, e o empresário Tiago foi acusado de fraudar contatos de locação de veículos através da empresa fantasma Ipiranga Locações. Foragido, ele escapou da prisão.

Outro nome que aparece nessa relação do Posto Laura com os contratos com a Prefeitura de Nina Rodrigues é o de Fagner Augusto Morais, amigo íntimo e casado com a irmã da esposa do prefeito Rodrigues da Iara. Fagner era lotado na Secretaria de Infraestrutura e acumulava também o cargo de uma espécie de gerente da empresa do prefeito, sendo designado através da portaria nº 55/2023 como fiscal dos contratos celebrados com o Posto Laura naquele período. Na dupla função de coordenador dos transportes da Secretaria de Infraestrutura e gerente da empresa do prefeito, Fagner era o responsável pelo abastecimento de combustíveis. Mais do que coincidência, uma relação com potencial explosivo, com perdão do trocadilho.

Essa relação repleta de suspeitas, torna oportuna e necessária uma investigação rigorosa por parte dos órgãos de fiscalização e controle, ou seja, Ministério Público Estadual e Federal, CGU, TCE e Polícia Federal para apurar a probidade, a idoneidade e a integridade desses contratos, com averiguação da capacidade da empresa para efetivamente fornecer os serviços contratados pela Prefeitura. Afinal de contas as coincidências são muitas e envolvem contratos que somam mais de R$ 13 milhões.

MORADORES DE NINA RODRIGUES REALIZAM MANIFESTAÇÃO PEDINDO JUSTIÇA PELA MORTE DA ENFERMEIRA CIGRIDIANE VAJA O VÍDEO AO LONGO DA MATÉRIA.

                                                                                                                                         
O município de Nina Rodrigues foi palco de uma manifestação emocionante na tarde de ontem.
                                                                                                                                         

Moradores saíram às ruas para pedir justiça pela morte da enfermeira Maria Cigridiane Bertilha Silva Garreto, vítima de um atropelamento no último dia 23 de julho.

                                                                                                                                       
Segundo relatos, Cigridiane fazia caminhada com amigos no fim da tarde, quando um motorista, em alta velocidade, perdeu o controle e os atingiu. A enfermeira não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, com politraumatismo. Outras duas pessoas ficaram feridas.
O que mais revoltou a população foi a atitude do condutor, que fugiu sem prestar socorro às vítimas. Apenas cinco dias depois, ele se apresentou à polícia, levantando suspeitas de tentativa de escapar da prisão em flagrante.
A tragédia deixou uma família em luto profundo: Cigridiane era casada e mãe de três filhos pequenos, que agora enfrentarão a ausência irreparável da mãe.
Durante a manifestação, familiares, amigos e colegas de profissão carregavam cartazes pedindo punição exemplar ao responsável pelo crime e mais rigor contra motoristas que dirigem de forma imprudente.
“Não podemos aceitar que a vida da Cigridiane seja tratada como apenas mais um número nas estatísticas. Queremos justiça!”, afirmaram os manifestantes.
A morte da enfermeira abriu um debate urgente sobre segurança no trânsito e a necessidade de medidas mais firmes das autoridades para evitar que tragédias como essa continuem acontecendo.
VT….

                                                                                                                                             
A pergunta que ecoou entre os presentes foi: até quando? Até quando motoristas irresponsáveis vão seguir destruindo famílias e permanecendo quase impunes?

ESCÂNDALO: PREFEITO JONES BRAGA TORRA R$ 100 MIL EM APRESENTAÇÃO DO BOI DA PRÓPRIA IRMÃ

Passado pouco mais de um mês da festa “julina” promovida pela Prefeitura de Nina Rodrigues, documentos aos quais o blog teve acesso revelam um gasto milionário com recursos públicos.

O prefeito Jones Braga autorizou o

pagamento de R$ 100 mil ao Boi de Nina Rodrigues por apenas uma apresentação.

O detalhe mais grave é que o boi pertence à empresária Concita Braga, irmã do próprio prefeito.

Além do favorecimento familiar, outro ponto chama a atenção: a apresentação foi realizada fora do período junino tradicional, quando as atrações costumam cobrar valores mais elevados devido à alta demanda.

Enquanto isso, grupos culturais locais receberam, em média, apenas R$ 1 mil de incentivo, revelando um contraste gritante no tratamento dado aos artistas do município.

A crítica recai sobre a forma como a atual gestão conduz os investimentos culturais: luxo e privilégios para os familiares e desvalorização dos verdadeiros fazedores de cultura da cidade.

Esse episódio se soma a outros já registrados na administração Jones Braga. No início do ano, o prefeito aumentou o próprio salário para R$ 25 mil mensais, valor superior ao do chefe do executivo de São Luís. Mais recentemente, denúncias expuseram a chamada “farra das diárias”, que teria gerado gastos sem precedentes na história de Nina Rodrigues.

Haja ostentação com dinheiro público.

Primeira-dama acumula poder e assume papel de “super secretária” em Nina Rodrigues

                                     

Concentração de poder no núcleo familiar

Em Nina Rodrigues (MA), a condução de duas das principais pastas da administração municipal tem gerado críticas e suspeitas de irregularidades. A primeira-dama, Patrícia Braga, oficialmente secretária de Saúde, também estaria exercendo, de forma paralela, o comando da Secretaria de Assistência Social, ainda que não exista portaria que formalize a acumulação de cargos.

Na prática, abaixo da palavra do prefeito, é a primeira-dama quem decide os rumos das duas secretarias, reforçando a percepção de que o governo municipal é conduzido por um núcleo restrito de poder, onde o peso da família prevalece sobre critérios técnicos e administrativos.

Ausência da secretária titular

A Secretaria de Assistência Social tem como titular Luciana Braga, conhecida como Luciana do Braguinha. Contudo, desde o início do ano, ela praticamente não tem exercido a função. Em junho, Luciana se afastou oficialmente por 28 dias, mas, mesmo após o fim da licença, não retornou de fato ao trabalho.

Relatos apontam que Luciana é vista com frequência em Itapecuru-Mirim, enquanto a rotina da secretaria segue sendo conduzida por Patrícia Braga. Essa ausência prolongada levanta questionamentos sobre a real titularidade da pasta e abre margem para a suspeita de que a nomeação teria sido apenas formal.

Secretaria “jogada às traças”

Enquanto a disputa política se mantém nos bastidores, a população sente os efeitos da falta de gestão. A Secretaria de Assistência Social, responsável por políticas essenciais de amparo às famílias em situação de vulnerabilidade, é descrita por moradores como “jogada às traças”.

Faltam programas consistentes, ações de impacto e atendimento de qualidade. O acúmulo de funções da primeira-dama compromete a atuação da pasta, que acaba sem foco e sem resultados expressivos para a comunidade.

Possível desvio de função

A situação já chegou ao conhecimento do Ministério Público. A Promotoria de Justiça da Comarca de Vargem Grande foi notificada sobre o caso e deve apurar o possível desvio de função da primeira-dama, que responde, de fato, por duas secretarias de grande porte sem a devida nomeação oficial.

O episódio pode configurar irregularidade administrativa e abrir caminho para responsabilizações legais.

Bastidores da política local

Informações de bastidores indicam ainda que Luciana Braga não desejava assumir a Secretaria de Assistência Social, mas teria sido pressionada a aceitar o cargo. Essa resistência pode explicar sua ausência constante e a entrega do comando à primeira-dama.

Com isso, Patrícia Braga amplia seu poder dentro da gestão, acumulando influência em áreas estratégicas como saúde e assistência social — setores que concentram grande volume de recursos públicos e são essenciais para o atendimento direto à população.

Repercussão e próximos passos

O caso reforça a imagem de um governo marcado por centralização de poder e denúncias de corrupção. A população acompanha com desconfiança a condução das secretarias e aguarda a atuação do Ministério Público diante das evidências apresentadas.

Enquanto isso, cresce o questionamento: até quando Nina Rodrigues permanecerá sob o comando de uma “super secretária” sem nomeação oficial?

GESTANTE SOFRE COMPLICAÇÕES APÓS FALTA DE ESTRUTURA HOSPITALAR EM ANAPURUS.

Uma jovem identificada como Ana viveu um verdadeiro drama no último fim de semana ao tentar dar à luz em Anapurus (MA). O caso, marcado por complicações e pela falta de estrutura hospitalar adequada, terminou com a paciente perdendo o útero, situação que expõe graves falhas no sistema de saúde do município.

                                                                                                                 

Segundo relatos, a gestante Ana buscou atendimento no Hospital Madalena Monteles, em Anapurus, para realizar um parto cesariano, recomendado em razão do peso do bebê, superior a 3,5 kg. No entanto, a unidade não possuía condições para realizar o procedimento.

A paciente foi encaminhada inicialmente para Chapadinha e, depois, para Coroatá, mas enfrentou problemas durante o trajeto, incluindo a falta de combustível na ambulância. De volta a Anapurus, Ana acabou passando por um parto normal, apesar da indicação médica para cesariana. O procedimento teria causado ferimentos graves, o que levou à necessidade de nova transferência para Coroatá, onde, segundo fontes, ela precisou ter o útero retirado.

O episódio gerou forte repercussão e críticas à gestão municipal, comandada pelo prefeito Dr. Tânios, médico de formação. Moradores denunciam a precariedade no atendimento às gestantes e a ausência de estrutura hospitalar adequada, o que obriga pacientes a se deslocarem para outros municípios em situações de urgência.

O caso reacende o debate sobre a situação da saúde pública em Anapurus, classificada por críticos como “no fundo do poço”, sem investimentos à altura, apesar dos repasses regulares de verbas.

ESCÂNDALO EM NINA RODRIGUES: PREFEITURA PAGA ALUGUEL A FALECIDA HÁ QUATRO MESES.

Mesmo após morte da proprietária, R$ 15 mil já foram depositados em sua conta; caso levanta suspeitas sobre destino do dinheiro e falta de transparência na gestão Jones Braga.
                                                                                                                         

A Prefeitura Municipal de Nina Rodrigues, sob gestão do prefeito Jones Braga, firmou no início deste ano um contrato de locação de imóvel localizado na Avenida Diortino Sampaio, nº 23, Centro, para funcionamento da Secretaria Municipal de Assistência Social. O valor mensal acordado foi de R$ 3.000,00, quantia considerada elevada para a realidade do município.

Segundo apuração do blog, a proprietária do imóvel, Ildener Viana de Freitas, faleceu há cerca de quatro meses. Mesmo assim, os pagamentos continuaram sendo realizados em seu nome. Até o início de junho, já haviam sido contabilizados R$ 15 mil pagos à falecida, valor que pode aumentar conforme atualização do Portal da Transparência.

O caso levanta a pergunta: quem está sacando esse dinheiro? Depósitos bancários, por lei, só podem ser feitos para a pessoa física ou jurídica contratada — no caso, alguém que já não está mais viva.

Além disso, a gestão municipal é acusada de descumprir a Lei de Acesso à Informação, mantendo dados ocultos e dificultando o acompanhamento das despesas públicas.

Diante da gravidade, espera-se que a Câmara Municipal adote providências e que a denúncia chegue aos órgãos de controle, para que seja feita a apuração dos fatos, a responsabilização dos envolvidos e a devolução dos valores pagos indevidamente.

EMPRESA DE LIMPEZA EM NINA RODRIGUES FATURA MILHÕES SEM TRANSPARÊNCIA EM QUASE 10 ANOS DE ATUAÇÃO.

                                                                                                                         

Uma investigação exclusiva da reportagem do site Maranhão de Verdade revelou um cenário preocupante envolvendo a gestão de recursos públicos no município de Nina Rodrigues. A empresa Mesquita Brasil Ltda, responsável pela limpeza pública da cidade, já embolsou R$ 6,4 milhões desde 2017, mas a falta de transparência nos contratos e denúncias de irregularidades trabalhistas levantam sérias suspeitas sobre a relação entre a prefeitura e a empresa.

Sediada em Buriti, a Mesquita Brasil Ltda atua em Nina Rodrigues há quase uma década, sob a gestão do prefeito Jones Braga, que mantém a empresa no comando da limpeza pública. Apesar dos altos valores pagos, informações levantadas pelo blog apontam que a empresa não assina a carteira de seus colaboradores, não paga direitos trabalhistas e descumpre obrigações legais, segundo relatos de fontes locais.
Falta de transparência nos contratos – Um dos pontos mais alarmantes é a ausência de informações detalhadas sobre os contratos no sistema do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Apenas um contrato, datado de 2018, no valor de R$ 604.538,77, está registrado. Não há registros de aditivos ou outros processos administrativos que justifiquem os pagamentos realizados desde 2017, o que levanta questionamentos sobre a legalidade e a fiscalização desses repasses.
Confira abaixo os valores recebidos pela Mesquita Brasil Ltda, conforme apurado pela reportagem do site Maranhão de Verdade:
2025-R$ 459.056,28- (quatrocentos e cinquenta e nove mil, cinquenta e seis reais e vinte e oito centavos); 2024 – R$ 1.377.171,84- (um milhão, trezentos e mil, novecentos e vinte e três reais e um centavos).
setenta e sete mil, cento e setenta e um reais
e oitenta e quatro centavos); 2023 – R$
1.049.923,53 (um milhão, quarenta e nove
cinquenta e três centavos); 2022 – R$
1.028.008,44 (um milhão, vinte e oito mil, oito
reais e quarenta e quatro centavos); 2021-
R$ 659.496,84 (seiscentos e cinquenta e
nove mil, quatrocentos e noventa e seis reais
e oitenta e quatro centavos); 2020 – R$
714.244,74 (setecentos e quatorze mil,
duzentos e quarenta e quatro reais e setenta
e quatro centavos); 2019 – R$ 604.538,77
(seiscentos e quatro mil, quinhentos e trinta e
oito reais e setenta e sete centavos); 2018
R$ 604.538,77 (seiscentos e quatro mil,
quinhentos e trinta e oito reais e setenta e
sete centavos); Total – R$ 6.496.979,21 (seis
milhões, quatrocentos e noventa e seis mil,
novecentos e setenta e nove reais e vinte e um centavos.
Irregularidades trabalhistas – Além da falta de transparência nos contratos, relatos apontam que a Mesquita Brasil Ltda não cumpre obrigações trabalhistas básicas. Trabalhadores contratados para a limpeza pública em Nina Rodrigues afirmam que não têm suas carteiras assinadas, não recebem benefícios como férias, 13º salário ou FGTS, e trabalham em condições precárias. Essas denúncias reforçam a necessidade de uma investigação mais profunda por parte das autoridades competentes.
Gestão pública sob suspeita – A continuidade da Mesquita Brasil Ltda na administração de Nina Rodrigues, mesmo com tantas irregularidades apontadas, levanta questionamentos sobre a fiscalização da gestão do prefeito Jones Braga. Como uma empresa que não apresenta contratos claros e que, segundo denúncias, descumpre leis trabalhistas, continua recebendo milhões em recursos públicos? Essa é a pergunta que ecoa ent os moradores do município.
A reportagem do site Maranhão de Verdade seguirá acompanhando o caso e cobrando respostas das autoridades. É fundamental que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado investiguem a fundo os contratos e as condições de trabalho impostas pela Mesquita Brasil Ltda. A população de Nina Rodrigues merece transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

‘PRECISO DAQUELE NEGÓCIO PROMETIDO’; LEIA DIÁLOGOS DE DESEMBARGADOR DO MA ACUSADO DE VENDA DE SENTENÇAS

                                                                                                                   

 O desembargador Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, do Tribunal de Justiça do Maranhão, participou da negociação da venda de sentenças de ‘forma colegiada’, segundo a Procuradoria-Geral da República. Na denúncia de 313 páginas contra quatro desembargadores, um deles já aposentado, e dois juízes de primeiro grau, todos alvos da Operação 18 Minutos, a Procuradoria sustenta que Guerreiro Júnior orientava seu assessor, Lúcio Fernando Penha Ferreira, para ‘negociar com advogados e lavar o dinheiro proveniente de corrupção’.

O Estadão pediu manifestação do Tribunal e dos magistrados citados. O espaço está aberto.

Segundo a investigação, Guerreiro Júnior atuou em parceria com os desembargadores Nelma Sarney – cunhada do ex-presidente José Sarney -, Luiz Gonzaga Almeida Filho e Marcelino Everton Chaves (aposentado), para condenar o Banco do Nordeste ao pagamento de valores milionários em favor de advogados que pagavam propinas. Além dos desembargadores, o esquema contava com os juízes Alice de Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza, diz a Operação 18 Minutos. Três ex-assessores dos desembargadores e treze advogados também são acusados. Ao todo, são 29 denunciados pela PGR ao Superior Tribunal de Justiça.

A Operação 18 Minutos foi desencadeada em agosto do ano passado, por ordem do ministro José Otávio de Noronha, do STJ. O nome da investigação se refere ao tempo que o grupo levava entre a decisão e o saque de valores milionários.

Os investigadores sustentam que ‘Guerreiro Júnior aderiu à organização criminosa e atuou por intermédio de seu assessor, Lúcio Ferreira, mencionado em matérias jornalísticas como servidor ostentação, em razão do padrão de vida incompatível com a função pública exercida’.

A Polícia Federal recuperou mensagens via WhatsApp de Lúcio Ferreira com Guerreiro Júnior. O conteúdo dos diálogos levou a PGR a concluir que no TJ do Maranhão operou ‘um verdadeiro esquema de mercancia de decisões’, dividido em três núcleos – judicial, causídico e operacional.

“Sob a supervisão e coordenação de Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, o servidor Lúcio negociou as vantagens indevidas com os agentes corruptores, redigiu as decisões assinadas pelo desembargador e atuou como operador financeiro de seu chefe”, afirmam os investigadores.

Segundo a Operação 18 Minutos, Lúcio ‘movimentou milhões de reais, em suas contas pessoais e de pessoa jurídica interposta, a fim de ocultar e dissimular o repasse de vantagens indevidas para seu chefe’.

“Com o dinheiro obtido no esquema criminoso, Lúcio adquiriu patrimônio milionário, absolutamente incompatível com a sua renda de funcionário do Tribunal de Justiça do Maranhão”, afirma a investigação.

Segundo a Polícia Federal, o outro elo de Lúcio para executar a venda de decisões foi o advogado Carlos Luna, do escritório Maranhão Advogados, que mantinha uma ação contra o Banco do Nordeste.

A origem do esquema, segundo a PF, é o advogado Francisco Xavier, que trabalhou no banco e ajuizou ação requerendo um valor de R$ 12 milhões, segundo ele relativo a honorários por sua atuação em causas da instituição financeira.

Em 4 de maio de 2021, o ‘colegiado’ – Guerreiro, Nelma e Gonzaga -, por unanimidade, de forma contrária ao parecer do Ministério Público, acolheu recurso de Xavier para afastar a prescrição e fixar os honorários advocatícios em 10% sobre acordo celebrado na execução de título extrajudicial.

‘PRECISO DAQUELE NEGÓCIO PROMETIDO’
A PF rastreou as decisões judiciais negociadas e proferidas em três datas: 4 de maio de 2021, de forma ‘colegiada’ por Guerreiro, Nelma Sarney e Luiz Gonzaga em uma apelação cível; em 27 de fevereiro de 2022, pela juíza Alice de Souza; e em 17 de março de 2023, pelo juiz Cristiano Simas.

Em novembro de 2023, Guerreiro Júnior solicita um encontro “com muita confidência” e “silenciosamente”. “Bom dia, amigo! Tudo em andamento. Muita dificuldade. Falaremos pessoalmente no sábado à tarde (…) Preciso daquele negócio prometido de Luna…”.

“A pessoa referida no diálogo (‘Luna’) é o advogado Carlos Luna, e a preocupação do desembargador com a confidencialidade do assunto evidencia que o ‘negócio prometido de Luna’ refere-se a uma vantagem indevida”, sustenta a PGR.

Os diálogos resgatados pelos investigadores indicam que o assessor cobrou Luna:

“Carlinhos, falando em honorários… como andam as coisas?”

A Procuradoria destaca que, na época dessa troca de mensagens, Guerreiro estava afastado temporariamente do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça, “o que reforça a manutenção das atividades da organização criminosa mesmo após o afastamento”.

R$ 12 MILHÕES
O caso teve início em 1983. Em 1997, o advogado Francisco Xavier — que havia trabalhado no Banco do Nordeste — ajuizou uma ação contra a instituição. Ele requereu o pagamento de valores referentes a uma suposta atuação sua em uma ação em nome da instituição. Em 2014, a título de acordo extrajudicial, Xavier e seus representantes do escritório Maranhão Advogados alegaram que ele tinha um saldo a receber do banco de R$ 12 milhões.

Em 2015, a 7ª Vara Cível do Termo Judiciário da capital maranhense identificou que o pedido do advogado induzia a erro, ao fazer uma atualização incorreta dos valores de cruzeiros para reais. Segundo o setor de contadoria, o saldo remanescente seria de R$ 51,9 mil.

No Tribunal, o caso foi julgado pela 2.ª Câmara Cível, composta por Guerreiro, relator, Nelma Sarney e Luiz Gonzaga. Segundo a Procuradoria, após o pagamento de propina pelo advogado, Guerreiro votou para determinar o pagamento dos honorários inflados. Ele foi seguido pelos colegas.

“As provas demonstram claramente que os votos dos três desembargadores foram proferidos com infração de dever funcional, em razão da solicitação e do efetivo recebimento de vantagens indevidas”, narra a PGR.

‘DORMIRAM NO PONTO AÍ’
Em outro diálogo interceptado pela PF, o assessor Lúcio Ferreira faz menção a outros casos que tratava diretamente com o advogado Carlos Luna. Para os policiais, a conversa ‘ratifica que o assessor e seu chefe, Guerreiro Júnior, não negociaram apenas o voto na apelação cível nº 34.227/2019, mas efetivamente aderiram à organização criminosa e venderam diversas outras decisões’.

Nesse sentido, Lúcio deu orientações a outro advogado, José Helias Sekeff, ligado a Luna, ‘sobre como proceder em outro processo’.

“Ia dar a decisão agora (…) Tentar prejudicar o MS (mandado de segurança) cara! (…) Dormiram no ponto aí!”

“Não bastasse a combinação de versões entre as decisões e as manifestações processuais dos advogados, há evidências que Guerreiro Júnior e Lúcio, inclusive, redigiram minutas de peças para a organização criminosa”, crava a denúncia assinada pela subprocuradora Luiza Cristina Frischeisen.

Em dados armazenados na pasta de rede do gabinete do desembargador, no servidor eletrônico do Tribunal do Maranhão, foi encontrada uma minuta, sem identificação do subscritor, de contrarrazões do advogado Francisco Xavier no processo contra o Banco do Nordeste.

“Não se trata de uma manifestação extraída de um processo judicial, mas de uma minuta, em formato editável, o que indica com clareza que no gabinete de Guerreiro Júnior eram feitos ajustes nas petições dos integrantes do núcleo causídico da organização criminosa, fato corroborado pelas mensagens”, diz a PGR.

‘ESSE AÍ JÁ PEGOU MUITA $’
Segundo a investigação, os próprios membros do escritório Maranhão Advogados comentavam, em conversas privadas, o recebimento de vantagens indevidas por Lúcio Ferreira. Uma advogada do escritório, Emanuelle Martins, em conversa com uma interlocutora chamada Sara, comentou sobre a notícia de exoneração do assessor. ‘Esse aí já pegou mta $ (figura de um saco de dinheiro)’.

Para a Procuradoria, ‘não há como dissociar as condutas de Lúcio e de Guerreiro em relação à solicitação de vantagens indevidas, pois, como visto, o desembargador tinha absoluta ciência das ações de seu assessor e claramente coordenava as negociações criminosas’.

“As tratativas ilícitas recorrentes entre Guerreiro, Lúcio, Carlos Luna e José Helias Sekeff, somadas aos numerosos atos de lavagem de dinheiro, evidenciam que, apesar de não terem sido habilitados nos autos da apelação cível nº 34.227/2019147, os advogados efetivamente ofereceram e pagaram vantagem indevida para os desembargadores, para determiná-los a praticar atos de ofício no processo em questão (votos favoráveis)”, afirma a Procuradoria.

Os investigadores rastrearam o fluxo financeiro dos advogados Carlos Luna e José Helias Sekeff entre 12 de março de 2020, data do parecer desfavorável do Ministério Público, e 27 de abril, quando teve início a sessão de julgamento da apelação.

Naquele período, Luna e Sekeff – ‘pessoalmente e por meio de seu escritório’ (Felipe Ramos Sociedade Individual de Advocacia – ‘sacaram milhares de reais, fracionados em centenas de operações no valor de R$ 9.999,99’. Parte do dinheiro sacado em espécie pelos advogados foi entregue pessoalmente para Guerreiro e Lúcio, destaca a Operação 18 Minutos.

‘SAFADO’, ‘VAGABUNDO’
O inquérito 18 Minutos destaca que pessoas ligadas ao escritório Maranhão Advogados confirmaram pagamentos para Lúcio Ferreira. Em uma conversa entre Eliane e Fabrício Ramos, respectivamente, mulher e filho de Francisco Xavier, há menções diretas a repasses para o assessor do desembargador Guerreiro Júnior.

Na ocasião, Fabrício Ramos reclamou de uma decisão liminar do magistrado que favorecia o Banco do Nordeste no processo contra o advogado Francisco Xavier, após a liberação de um segundo alvará, de R$3,5 milhões. Fabrício disse que o assessor Lúcio estava ‘pressionado’ por investigações do Tribunal em processo administrativo.

“Aquele último agora. Foi até esse Cristiano Simas que o liberou. Dos três… três e pouco né que ele recebeu. Esse Lúcio é safado, vagabundo. Esse cara só visa dinheiro. Como ele está sendo processado, denunciaram ele, aí ele quer se livrar, tá com medo, entendeu? Vagabundo”.

Eliane, então, pergunta se houve pagamento para Lúcio. ‘Recebeu ou não? Tu não me disse’

Fabrício : ‘Recebeu, foi aquele último’

“Verifica-se, portanto, que em conversas privadas, os próprios membros da organização criminosa admitiram o pagamento de vantagens indevidas a Lúcio Ferreira, o qual, por sua vez, se enriqueceu ilicitamente e também as repassou ao desembargador Guerreiro Júnior, por meio de dinheiro em espécie”, diz a subprocuradora Luiza Frischeisen.

COMBINAÇÃO DE VOTOS
De acordo com a acusação, Lúcio também mantinha contato com a assessora da desembargadora Nelma Sarney, Zely Brown, para combinar votos na 2.ª Câmara Cível do Tribunal.

Os investigadores citam um pedido do gabinete de Nelma para que Guerreiro Júnior acompanhasse a desembargadora em um processo no qual ela abriria divergência.

Segundo as mensagens, a relatora do caso nem tinha disponibilizado sua manifestação, mas Nelma já pedia o ‘apoio’ de Guerreiro Júnior para que votasse pelo improvimento do recurso.

SERVIDOR OSTENTAÇÃO
A denúncia cita que Lúcio Ferreira possui bens incompatíveis com sua função pública na Corte estadual, ao passo que ficou conhecido como ‘servidor ostentação’.

Para a PGR, o patrimônio de Lúcio cresceu quando ele foi nomeado assessor do desembargador Guerreiro Júnior. Os investigadores identificaram, em meio a buscas nos endereços do assessor, relógios caros e veículo importado. Ele comprou um apartamento de R$ 3,4 milhões à vista.

“Lúcio Ferreira obteve um acréscimo patrimonial astronômico, justamente em razão das tratativas ilícitas recorrentes com os demais membros da organização criminosa e dos numerosos atos de lavagem de dinheiro”, sustenta a denúncia. (Do Estadão)